
A Polícia Civil de Alagoas prendeu dois suspeitos de envolvimento no homicídio de Leandro Tavares da Silva dos Santos, conhecido como Leozinho, ocorrido em agosto deste ano, na Barra de São Miguel. As prisões foram realizadas nas primeiras horas desta quarta-feira (14), em Marechal Deodoro.
Segundo a investigação, a vítima foi atacada por três pessoas com golpes de facão e disparos de arma de fogo. Um dos executores teria transmitido a ação em tempo real por uma videochamada.
A operação foi conduzida pela equipe de Homicídios de Marechal Deodoro, sob o comando do delegado Luís Filipe, para cumprir mandados de prisão, busca e apreensão contra suspeitos de participação no crime.
De acordo com a Polícia Civil, Leandro caminhava acompanhado de outra pessoa quando um veículo suspeito passou pelo local e entrou em uma esquina.
Logo depois, três indivíduos surgiram do cruzamento e atacaram exclusivamente Leandro. A investigação aponta o uso de um facão e de uma arma de fogo calibre 9 milímetros. A vítima morreu no local.
A pessoa que acompanhava Leandro não foi apontada pela polícia como alvo dos agressores. A dinâmica apresentada pela corporação indica que o ataque foi direcionado à vítima.
Ainda segundo os investigadores, um dos participantes manteve uma videochamada durante a ação. A informação integra a apuração sobre a atuação dos suspeitos no homicídio.
Os dois investigados foram localizados e presos em Marechal Deodoro durante o cumprimento da operação. A ação foi organizada para executar ordens judiciais relacionadas ao assassinato registrado no município vizinho, a Barra de São Miguel.
A Polícia Civil atribui aos detidos suspeita de envolvimento no homicídio. A participação individual de cada um deverá ser examinada no andamento do caso.
Embora o relato policial mencione três pessoas no ataque, o balanço divulgado nesta quarta-feira informa duas prisões. A operação teve como foco o cumprimento dos mandados expedidos contra os investigados.
Além dos policiais da unidade de Homicídios de Marechal Deodoro, participaram da ação equipes do Núcleo de Planejamento Operacional da Polícia Civil (NPO-PCAL) e da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit).
A atuação conjunta permitiu localizar os suspeitos e cumprir as ordens de prisão. Os detidos permanecem sujeitos aos procedimentos legais e à análise da Justiça sobre as acusações investigadas.