
Uma médica está oferecendo recompensa a quem ajudar com informações que levem à identificação de suspeitos de furtar joias avaliadas em cerca de R$ 2 milhões do apartamento dela, localizado na Rua Professora Higia Vasconcelos, no bairro da Ponta Verde, em Maceió. Um Boletim de Ocorrência foi registrado em outubro de 2025.
O caso está sob investigação do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), da Polícia Civil de Alagoas. De acordo com a vítima, foram furtadas cerca de 50 joias, sendo 20 anéis desse total.
De acordo com o delegado José Carlos, a investigação trabalha com a hipótese de que o furto tenha ocorrido em um intervalo entre maio — último mês em que a vítima relatou ter visto as joias no cofre do imóvel — e outubro, quando a médica percebeu o sumiço e registrou o Boletim de Ocorrência.
Ainda segundo a autoridade policial, esse lapso de tempo dificulta a apuração, mas dez pessoas já foram ouvidas. Também foi colhido material genético para comparação.
O delegado informou, ainda, que outra diligência foi realizada em São Paulo, após a médica ter visto um anel semelhante em uma loja no estado. No entanto, José Carlos explicou que, durante as verificações, constatou-se que o anel não era exclusivo e que a loja apresentou a nota fiscal do produto, descartando a possibilidade de se tratar de uma das joias furtadas.
A Polícia Civil também acredita que o responsável pelo furto seja alguém que teve acesso autorizado ao imóvel, já que, no período analisado, não houve sinais de arrombamento no apartamento.
Segundo a médica, o imóvel passou por um período de reforma em outubro de 2025, e é justamente nesse momento que ela acredita que o material tenha sido furtado, devido às entradas e saídas constantes de pessoas no local.
O delegado José Carlos informou que as joias estavam dentro de pequenas caixas, guardadas em um cofre que permanecia sempre fechado. Entretanto, como a reforma alcançou a parte elétrica do imóvel, o cofre ficou aberto por um período.
Outro indício de que o suspeito tinha acesso autorizado ao apartamento é que, no momento em que a médica percebeu a ausência das joias, as caixas dentro do cofre estavam organizadas. Para a autoridade policial, esse não é o perfil de criminosos que invadem imóveis para furtar, já que, geralmente, deixam o ambiente mais desorganizado.
A médica destacou que, além do valor financeiro, as joias têm valor sentimental, pois se tratam de artigos de família.
“Decidi pedir a ajuda das pessoas para que informem à polícia sobre possíveis suspeitos”, apelou, acrescentando que ofertará uma recompensa a quem trouxer informações que levem ao responsável pelo furto ou à localização das joias.
“Além do prejuízo financeiro, desde o ocorrido convivo com a angústia de não saber quem, entre as pessoas que trabalham ou trabalharam na casa, pode estar envolvida no furto. Não demiti nem acusei ninguém para não prejudicar inocentes em detrimento de um ou mais culpados, mas, claro, não me sentirei tranquila enquanto não souber o que aconteceu dentro da minha casa, onde vivo com meu filho, que é uma criança”, desabafou.
Quem tiver informações sobre o caso pode denunciar anonimamente à Polícia Civil de Alagoas por meio do Disque Denúncia, no número 181, ou pelo site disquedenuncia.seguranca.al.gov.br.