
Uma ação integrada entre forças de segurança e órgãos de assistência resultou na prisão em flagrante de uma mulher acusada de manter a própria irmã em cárcere privado e em condições degradantes, além de cometer maus-tratos contra animais. O caso foi registrado na última segunda-feira dia 28 de julho de 2026, por volta das 12h16, no bairro da Mata do Rolo, no município de Rio Largo.
A ocorrência foi atendida pela guarnição Rio Largo 1, pertencente ao 8º BPM, após acionamento do Oficial de Operações. A operação contou com a mobilização conjunta da Polícia Militar, do programa Ronda do Bairro, da Guarda Municipal e de toda a equipe multidisciplinar da UPA de Rio Largo.
Resgate e situação da vítima
Ao chegarem ao endereço indicado — denunciado por moradores da região que desconfiaram da rotina na residência —, as equipes foram inicialmente recebidas pela suspeita. Após diálogo e convencimento, os agentes tiveram a entrada permitida no imóvel.
No interior da casa, que apresentava forte odor e muita sujeira, a vítima foi encontrada acuada dentro do banheiro, visivelmente nervosa e assustada. Ela relatou que a irmã a ameaçava de morte com uma faca caso revelasse a situação a alguém.
A investigação preliminar apontou que a suspeita mantinha a vítima trancada e isolada para administrar o benefício do programa Bolsa Família. Devido ao período de privação — a vítima relatou não se alimentar há dois dias e apresentava um quadro de desidratação —, ela foi prontamente encaminhada para atendimento médico no Hospital Professor Ib Gatto, em Rio Largo.
Maus-tratos a animais
Além do cárcere privado, o cenário no interior da residência chamou a atenção das autoridades pela insalubridade. Equipes do Centro de Zoonoses estiveram presentes no local e constataram graves maus-tratos em aproximadamente 12 gatos, que foram encontrados magros, doentes e em situação de extrema vulnerabilidade. Os órgãos competentes programaram o retorno ao imóvel para o recolhimento dos animais e adoção das medidas cabíveis.
Condução e enquadramento legal
Diante dos fatos constatados, a suspeita recebeu voz de prisão e foi conduzida à Central de Flagrantes, onde permaneceu reclusa e à disposição da Justiça.
Ela responderá pelos crimes de:
- Sequestro e cárcere privado de pessoas aparentadas (Art. 148, § 1º, inciso I, do Código Penal Brasileiro);
- Maus-tratos a animais (Art. 32, § 1º-A, da Lei nº 9.605/98 – Crimes contra o Meio Ambiente).