Polícia

UPA do Trapiche denuncia venda de atestados médicos falsos; entenda o esquema

Golpistas utilizam ilegalmente o nome e o CRM de uma médica, além do endereço da unidade, para comercializar documentos fraudulentos mediante pagamentos via pix; empresas podem checar autenticidade.

UPA Trapiche / Ilustração

A direção-geral da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Trapiche da Barra, localizada em Maceió, emitiu nesta segunda-feira, 25, um comunicado oficial para alertar a população sobre a descoberta de um golpe digital. Criminosos criaram um grupo num aplicativo para troca de mensagens dedicado exclusivamente à emissão e comercialização ilegal de atestados médicos falsificados.

Os golpistas cobram valores em dinheiro e exigem o pagamento de forma rápida por meio de transferências via Pix, utilizando indevidamente a credibilidade da instituição de saúde para dar aparência de legitimidade à fraude.

Como funciona a fraude e consequências

A administração da UPA identificou que as falsificações trazem o endereço impresso da unidade do Trapiche e utilizam, de maneira criminosa, o nome completo e o número de registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) de uma médica que atua como prestadora de serviços no local.

A direção enfatizou que essa prática ilegal envolve uma série de crimes graves previstos no Código Penal Brasileiro, incluindo falsidade ideológica, falsificação de documento público e uso indevido de identidade profissional.

O alerta das autoridades de saúde vale tanto para os estelionatários quanto para os clientes. A diretoria-geral reforça que quem compra ou utiliza o documento falso para justificar faltas no trabalho comete crime e pode responder judicialmente por uso de documento falso, com riscos que incluem a demissão por justa causa e processos criminais na Justiça.

“Ressaltamos que tanto quem produz e comercializa atestados falsos quanto quem compra ou utiliza esses documentos incorre em crimes previstos no Código Penal Brasileiro, podendo responder criminalmente por falsificação de documento, uso de documento falso e demais infrações correlatas”, diz trecho da comunicação.

As providências legais junto aos órgãos de segurança e de investigação policial já estão em andamento para rastrear o grupo e prender os envolvidos.

Empresas podem checar a autenticidade dos documentos

Para proteger as empresas parceiras contra fraudes documentais, a UPA Trapiche da Barra esclarece que possui mecanismos rígidos de controle interno. A instituição adota um Procedimento Operacional Padrão (POP) específico e tecnológico, estruturado exclusivamente para realizar a auditoria e a verificação detalhada da autenticidade de cada atestado emitido em suas dependências.

Se uma empresa suspeitar da veracidade de um comprovante médico apresentado por um funcionário, ela pode acionar a UPA para realizar a checagem:

  • O setor de Recursos Humanos ou a gerência da empresa deve oficializar o pedido de verificação;
  • A solicitação por escrito precisa ser encaminhada diretamente ao setor administrativo da UPA Trapiche da Barra;
  • A equipe administrativa realiza o cruzamento de dados com o prontuário de atendimento e emite a confirmação real da veracidade ou da falsidade do documento.

A direção da unidade, por fim, reforçou seu compromisso com a ética, a legalidade e a segurança da informação, permanecendo à disposição para os esclarecimentos necessários

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