Polícia

Agiota é preso na Ponta Verde após coagir e ameaçar vítima

Marechal online
Foto: Ilustração – Marechal Online

Um homem de 56 anos foi preso nas primeiras horas desta quinta, 27, no bairro da Ponta Verde, em Maceió, durante a operação Juros de Sangue, flagrada pela Polícia Civil de Alagoas. A operação tem como objetivo desarticular um grupo envolvido em extorsão, usura pecuniária e lavagem de dinheiro no interior do estado.

Foram cumpridos um mandado de prisão, seis de busca e apreensão, apreensão de três veículos no valor de R$ 560 mil, além de indisponibilidade de valores, alcançando R$ 331.080,00, em Maceió e na cidade de Palmeira dos Índios, no agreste do Estado.

A ação, que está sendo comandada pelo delegado Rodrigo Temoteo, é resultado de uma investigação que apurou um esquema criminoso mantido por aproximadamente um ano e meio, entre o final de 2023 e julho de 2025. O caso teve início após a vítima principal contrair empréstimos informais no valor de R$ 20 mil. Com o passar do tempo, o principal investigado, de 56 anos, passou a impor cobranças abusivas e reajustes unilaterais, elevando o débito a patamares superiores a 100% do valor original e levando a vítima a pagar mais de R$ 45 mil ao longo do período.

O comportamento ilícito evoluiu para extorsão continuada, com ameaças reiteradas, perseguição, coação para contração de novos empréstimos e intimidações envolvendo eventual perda do emprego da vítima. Em mensagens enviadas por aplicativo, o investigado chegou a alegar falsamente ter conversado com autoridades, numa tentativa de aumentar a pressão.

A situação se agravou quando, durante a madrugada, um indivíduo invadiu a residência da vítima, afirmando estar armado e causando danos a dois veículos da família. Na fuga, utilizou um automóvel que, segundo a investigação, era de uso fático do principal suspeito. O prejuízo material estimado ultrapassa R$ 90 mil, sem contabilizar danos morais.

Também foi identificado um esquema de lavagem de capitais, com o principal suspeito utilizando contas de terceiros — sobretudo familiares — para receber valores provenientes das extorsões. Foram constatadas práticas de blindagem patrimonial, com registro de veículos e bens em nomes de terceiros, além de movimentações financeiras atípicas que reforçam a suspeita de ocultação de patrimônio.

O bloqueio patrimonial total se aproxima de R$ 890 mil, valor que permanecerá resguardado para garantir o futuro ressarcimento da vítima e o perdimento de bens provenientes da atividade criminosa.

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