
A Polícia Militar de Alagoas conduziu os pais de um bebê de apenas 2 meses ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Santana do Ipanema, no Sertão alagoano, após a criança dar entrada sem vida na Unidade Básica de Saúde de Senador Rui Palmeira com visíveis sinais de violência. O pai da criança, de 19 anos, figura como suspeito de um possível crime.
A intervenção policial ocorreu na noite desse domingo (30), quando a médica plantonista do posto de saúde acionou a guarnição por volta das 19h. Ao examinar a criança, a profissional constatou o óbito e identificou diversos hematomas pelo corpo da vítima, além de uma suspeita de fratura na perna.
A guarnição do 7º Batalhão da Polícia Militar compareceu ao local, confirmou a veracidade dos fatos e solicitou imediatamente a presença do Instituto Médico Legal (IML) e da Polícia Civil de Alagoas para a realização dos procedimentos cabíveis. Para tentar justificar os ferimentos encontrados pelo corpo do recém-nascido, os pais alegaram que o bebê teria caído da cama duas vezes nos últimos dias.
Com a constatação das lesões, a Polícia Civil solicitou o apoio da PM na condução dos envolvidos para a delegacia regional em Santana do Ipanema, onde as oitivas foram iniciadas.
Embora os indícios apontem para agressão física, as autoridades aguardam a conclusão e a divulgação oficial do laudo do exame cadavérico do IML, que determinará a causa exata da morte e os tipos de traumatismos sofridos pelo recém-nascido.
POLÍCIA CIENTÍFICA
A Polícia Científica de Alagoas informa que, em relação ao caso envolvendo a morte de uma criança do sexo feminino, de dois meses de idade, recolhida em uma unidade de saúde do município de Senador Rui Palmeira, na noite do último domingo (30), não serão divulgadas, neste momento, informações acerca dos exames periciais realizados.
A medida tem como objetivo preservar o sigilo necessário ao andamento das investigações, em respeito aos familiares e à memória da vítima, bem como em observância ao disposto no artigo 20 do Código de Processo Penal e às garantias previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O laudo pericial encontra-se em fase de conclusão e, tão logo finalizado, será encaminhado às autoridades competentes, dentro dos prazos estabelecidos pela legislação vigente.