
A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) investiga se ocorpo encontrado na manhã desta quarta-feira (6), na Praia do Sobral, em Maceió, é do servente de pedreiro Edson Santos da Silva, que desapareceu no domingo (3), em Marechal Deodoro.
Segundo o delegado Ronilson Medeiros, do setor de Pessoas Desaparecidas, há indícios de que o cadáver possa ser da vítima, mas a confirmação só será possível após exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML). A identificação deve ocorrer por meio de confrontação com fotos fornecidas pela família, exame de papiloscopia (impressões digitais), análise da arcada dentária ou, em último caso, exame de DNA.
“Existe a possibilidade de ser a mesma pessoa, mas a confirmação só teremos após os procedimentos no IML”, afirmou o delegado.
Edson seria natural de Coruripe e estava em Marechal Deodoro trabalhando como servente de pedreiro. De acordo com a polícia, ele foi visto pela última vez no domingo, quando publicou nas redes sociais que estava em uma praia acompanhado de uma mulher. Desde então, não retornou para casa. A família registrou boletim de ocorrência, dando início às buscas.
Caso a identidade seja confirmada, o caso será investigado como homicídio. “Confirmando ser o corpo do Edson, a gente encerra o caso de desaparecimento e inicia uma investigação de homicídio, para entender com quem ele estava, quem era a mulher e o que aconteceu até o achado do corpo”, explicou Ronilson Medeiros.
A polícia informou que os familiares não reconhecem a mulher que aparece com a vítima e orienta que ela procure a delegacia para prestar esclarecimentos.
O caso
O corpo foi localizado por um homem que caminhava pela orla e acionou a polícia. A vítima estava próxima ao mar, em uma faixa de areia cercada por vegetação de restinga, nas imediações do Pontal da Barra.
De acordo com a Polícia Científica, o cadáver estava em avançado estado de decomposição, o que dificulta a identificação, e a morte pode ter ocorrido há pelo menos dois dias. Há ainda indícios de que o corpo tenha sido levado pela maré até o local onde foi encontrado, o que levanta a hipótese de que o crime não tenha ocorrido naquela área.
Segundo o delegado Daniel Aquino, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os primeiros levantamentos apontam sinais de violência. “O perito identificou pelo menos uma perfuração compatível com projétil de arma de fogo na região posterior da cabeça, além de outras duas lesões contusas, que ainda serão analisadas”, afirmou.
A polícia destacou ainda que não há registros de antecedentes criminais relacionados a Edson Santos da Silva. O caso segue sob investigação.